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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Rua Dom Manuel de Andrade

A rua Dom Manuel de Andrade, no Ipiranga, Zona Sul, faz homenagem a Manuel Joaquim Gonçalves de Andrade, sacerdote nascido na Ilha da Madeira, Portugal, a 14 de março de 1767. 
Membro de uma família formada por vários religiosos, estudou na Universidade de Coimbra, vindo para São Paulo em 1796, como auxiliar do seu tio, o bispo Dom Mateus de Abreu Pereira
Nomeado sexto Bispo de São Paulo, por Dom Pedro I, em 1826, foi empossado no ano seguinte, pelo Papa Leão XII
Deputado pela Assembléia Constituinte, foi Presidente da Província de São Paulo (Cargo equivalente ao de Governador), por três vezes, entre 1828 e 1831, morreu na Capital, a 26 de maio de 1847, aos 72 anos.

Rua Dom Mateus

A Rua Dom Mateus, no Ipiranga, Zona Sul, foi entregue para utilização pública após a urbanização dos terrenos dos irmãos Guinle na Vila Monumento e foi oficializada através do Ato 2.113, de 17/07/1923, fazendo homenagem ao religioso português Mateus de Abreu Pereira, nascido na Ilha da Madeira, a 08 de agosto de 1742. 
Formado em Direito Canônico, foi ordenado sacerdote em 1761, tendo servido na Diocese de Coimbra antes de ser nomeado Quinto Bispo de São Paulo em 1794, sendo oficializado no ano seguinte, pelo Papa Pio VI
Figura ilustre na sociedade paulista, foi nomeado membro dos Triunviratos que governaram o Estado de São Paulo entre os anos de 1808 a 1814, e foi um dos três Primeiros Governadores de São Paulo nomeados após a Independência do Brasil, ao lado de José Correia Pacheco e Silva (1778-1836) e do marechal Cândido Xavier de Almeida e Sousa (1748-1831), entre os anos de 1822 e 1823. 
Conde romano e condecorado com a Medalha da Ordem do Cruzeiro pelo Imperador Dom Pedro I, morreu na Capital, a 05 de maio de 1824, aos 82 anos.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Rua Engenheiro Prudente

A Rua Engenheiro Prudente, no Ipiranga, Zona Sul, antiga rua Dois, oficializada pelo Ato 762, de 03/01/1935, faz homenagem ao voluntário da Revolução de 1932, Prudente Meirelles de Moraes, nascido em Piracicaba, Interior do Estado, a 15 de julho de 1904, que era neto do presidente Prudente de Moraes (1841-1902) e irmão do doutor Antônio Prudente (1906-65), autoridade no tratamento de câncer no Brasil. 
Como aluno de engenharia pela Escola Politécnica de São Paulo, participou da comissão para Retificação do Rio Tietê em 1924. Depois de formado, atuou nas obras da Estrada de Ferro Sorocabana, em Avaré, no Interior Paulista, e no calçamento das ruas que formam o Triângulo Histórico (ruas Direita, XV de Novembro e São Bento) no Centro da cidade. 
Apesar de não ter lutado como soldado no campo de batalha, participou ativamente da Revolução Constitucionalista de 1932 como engenheiro bélico, ao lado dos paulistas, até sua morte, vítima de um desastre de automóvel ocorrido enquanto transitava entre São José dos Campos e Jacareí, no Interior do Estado, a 11 de setembro de 1932, aos 28 anos.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Praça Abelardo Chacrinha Barbosa

A Praça Abelardo Chacrinha Barbosa, no Ipiranga, Zona Sul, que relembra um dos mais populares comunicadores do rádio e televisão do Brasil, foi oficializada pelo Decreto 26.354, de 06/07/1988. 
Nascido em Surubim (PE) em 30 de setembro de 1918, José Abelardo Barbosa de Medeiros cursou três anos na Faculdade de Medicina de Recife, mas abandonou o curso em 1939 para se dedicar a carreira artística. Em 1943 passou a trabalhar na Rádio Clube de Niterói, no Rio. A emissora funcionava em uma pequena chácara próxima ao Cassino de Icaraí, e o ‘Velho Guerreiro’, (como seria chamado em uma canção de Gilberto Gil), fazia lá o programa ‘o Rei Momo da Chacrinha’, que acabou gerando seu apelido. 
Autor de diversos bordões, entre eles "Quem não se comunica, se trumbica", Chacrinha ganhou fama no rádio e depois passou para a televisão, trabalhando na TV TUPI a partir de 1956, depois na TV Rio, indo para a TV Excelsior (hoje TV Globo) em 1968, mudando-se para a TV Bandeirantes em 1978, e finalmente para a TV Globo em 1982. Seu estilo se caracterizou pelas roupas espalhafatosas, o humor debochado e o hábito de premiar calouros com buzinadas e abacaxis. Morreu trabalhando no Rio, a 30 de junho de 1988, vítima de um infarto do miocárdio decorrente de câncer de pulmão causado por tabagismo, aos 70 anos.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Rua Engenheiro Lauro Penteado

A Rua Engenheiro Lauro Penteado, na Vila Monumento, Ipiranga, Zona Sul, antes chamada de rua Quatro, foi aberta em terreno de propriedade do engenheiro José Antônio Salgado (1881-1971), que a doou a cidade através do Ato 762, de 03/01/1935, para uso público, e faz homenagem a Lauro de Barros Penteado, soldado da Revolução de 1932
Nascido em Piracicaba, Interior do Estado, a 20 de fevereiro de 1904 e descendente de familia tradicional paulista, formou-se em engenharia na Universidade Mackenzie e apresentou-se como voluntário na Revolução Constitucionalista logo no inicio do conflito.
Morreu em 17 de setembro de 1932, aos 28 anos, no Rio das Almas, perto do município de Capão Bonito, a Oeste da Capital, quando a trincheira onde estava foi atingida por uma granada dos soldados federais, sendo declarado 'herói de 1932'.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Rua Felisberto Ranzini

Antes uma rua sem nome que teve a denominação atual oficializada através do Decreto 17.826, de 11/02/1982, a Rua Felisberto Ranzini, no Ipiranga, Zona Sul, é um beco sem saída que começa na rua Dom Pero Sardinha e faz homenagem ao arquiteto italiano nascido em Mântua a 18 de agosto de 1881, que fez carreira em São Paulo, onde veio morar ainda muito jovem. 
Mercado Municipal (1933)
Aluno do Liceu de Artes e Ofícios, foi Professor da Escola Politécnica, e em 1904, passou a trabalhar para o arquiteto Ramos de Azevedo, tornando-se seu projetista-chefe a partir de 1920. Realizou o projeto do Palácio da Justiça de São Paulo, ao lado de Domiziano Rossi em 1911, e foi também desenhista e pintor de aquarelas, tendo participado de diversas exposições. 
Autor do projeto do Mercado Municipal em 1933, morreu em São Paulo, a 22 de agosto de 1976, aos 95 anos.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Rua Ministro Coriolano de Almeida Júnior

A Rua Ministro Coriolano de Almeida Júnior, no Ipiranga, Zona Sul, é uma viela que faz homenagem a um coronel nascido em Pindamonhangaba, Interior do Estado, em 1895. 
Comandante do Regimento de Cavalaria da Força Pública de São Paulo em 1921, combateu ao lado das forças do General Miguel Costa durante a Revolução de 1924.
Presidente do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo em 1950, foi Comandante da Polícia Militar e Ministro do Tribunal de Justiça Militar recebendo diversas condecorações. Morreu na Capital, a 12 de maio de 1966, aos 71 anos.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Rua Romão Puiggari

A Rua Romão Puiggari, no Cursino, Ipiranga, Zona Sul, antes conhecida como Rua Espírito Santo, situada entre as ruas Nossa Senhora das Mercês e Simão Lopes, foi oficializada pelo Decreto 5.502, de 16/11/1962, e faz homenagem ao ilustre educador, que nasceu na cidade de Vigo, Galícia, Espanha, a 08 de abril de 1865.
Aportando no Brasil em 1877, diplomou-se pela Escola Normal de São Paulo em 1888, dedicando-se ao magistério. Foi o responsável pela reforma da 'Cartilha da Infância' em 1890, uma das primeiras Cartilhas de Alfabetização usadas no ensino de São Paulo.
Professor da Escola Normal Caetano de Campos e considerado um dos mais importantes autores de livros didáticos do país, morreu na Capital, a 05 de dezembro de 1904, aos 39 anos. Posteriormente, seu nome foi dado ao Primeiro Grupo Escolar do Brás, fundado em 1898, hoje Escola Estadual Romão Puiggari, uma das mais antigas instituições de ensino da cidade de São Paulo.
Escola Romão Puiggari

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Rua Labatut

Situada no Ipiranga, Zona Sul, a Rua Labatut era conhecida como rua Vinte antes da oficialização de 1914, quando passou a homenagear Pedro Labatut, mercenário francês, nascido em Cannes ou Marselha, a 16 de maio de 1768.
Pierre Labatut foi para o Rio após a Proclamação da Independência do Brasil em 1822, oferecendo seus serviços ao Imperador Dom Pedro I, contra as forças portuguesas. Admitido no posto de Brigadeiro do Exército brasileiro, derrotou os portugueses na Batalha de Pirajá, decisiva para a independência ser concretizada. 
Conhecido pela crueldade e gênio violento, na Bahia, mandou fuzilar 51 negros prisioneiros, causando a revolta dos próprios oficiais brasileiros, que o prenderam e levaram para o Conselho de Guerra em Maragogipe (BA), onde alegou que, mesmo presos e atados, os negros teriam insultado os oficiais, por isso os mandou fuzilar. Absolvido e reintegrado, foi promovido à Marechal em 1839. Não obteve sucesso durante suas campanhas na Guerra dos Farrapos (RS), sendo submetido novamente a Conselho de Guerra por crueldade e novamente absolvido. Morreu em Salvador (BA) a 24 de setembro de 1849, aos 81 anos.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Avenida Osvaldo Aranha

Oswaldo Euclides de Souza Aranha nasceu em 15 de fevereiro de 1894, em Alegrete (RS), e começou seus estudos em São Leopoldo. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro em 1916, o político e estadista gaúcho que, junto com Getúlio Vargas e Góis Monteiro, comandou o início da Revolução de 1930 - que derrubou o presidente Washington Luis e colocou Vargas no poder - é homenageado com uma avenida que leva seu nome. Ela começa na Avenida Inhaíba e se estende até a rua Antônio Carlos da Fonseca, no Jardim da Saúde, Ipiranga, Zona Sul. 
Iniciou na política como intendente (cargo atualmente equivalente ao de prefeito) de sua cidade natal e subchefe de polícia de Porto Alegre, sendo em 1927 eleito deputado federal. Foi Ministro da Fazenda, da Justiça e de Negócios Interiores, além de ocupar o posto de embaixador em Washington, cargo que renunciou em protesto contra o Estado Novo. Mais tarde voltou ao ministério, ocupando a pasta de Relações Esteriores de 1938 a 1944 e a da Fazenda em 1953. Participou duas vezes da delegação brasileira na ONU, em 1947 durante a primeira sessão especial da Assembléia Geral da Organização, e novamente em 1957. 
Morreu no Rio, a 27 de janeiro de 1960, aos 66 anos, vítima de um ataque cardíaco.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Rua José do Patrocínio

A rua José do Patrocínio, no Sacomã, Ipiranga, Zona Sul, oficializada pela Lei 449, de 04/09/1950, homenageia o jornalista e escritor que se notabilizou como defensor da libertação dos escravos, tornando-se um dos maiores nomes da causa abolicionista. A via é uma travessa da rua 29 de Dezembro, paralela com a Estrada das Lágrimas.
Nascido em Campos dos Goytacases, (RJ) a 09 de outubro de 1853, José Carlos do Patrocínio era filho da escrava alforriada Maria do Espirito Santo e do cônego José Carlos Monteiro, que deve seu nome a data de batismo (08 de novembro) quando a Igreja Católica comemora o patrocínio da Virgem Santíssima.
Formado em Farmácia pela Faculdade de Medicina do Rio, em 1871, foi redator do extinto jornal Gazeta de Notícias em 1879, quando começou a defender suas convicções abolicionistas.
Posteriormente adquiriu, com dinheiro emprestado do sogro, o jornal 'Gazeta da Tarde', e o destinou à defesa da abolição, concluída com a promulgação da Lei Áurea, em 1888.
Monarquista, retirou-se da política após a proclamação da República, quando passou a atuar nos campos das artes e ciências, sendo um dos membros fundadores da Academia Brasileira de Letras em 1897. 
Morreu em estado de pobreza no Rio, a 30 de janeiro de 1905, aos 51 anos, vítima de tuberculose pulmonar.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Rua Aroldo Chiorino

A rua Aroldo Chiorino, que começa na Anita Tagliaferri e termina na Professor José Ozi, no Sacomã, Ipiranga, Zona Sul, foi oficializada pelo decreto 36.037, de 29/04/1996, e faz homenagem ao jornalista Aroldo Chiorino, que nasceu em 20 de julho de 1924, e que desempenhou várias funções em jornais da Capital.
De 1973 a 1995, foi redator da Secretaria dos Esportes e Turismo do Estado de São Paulo e secretário do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado.
Também foi Presidente da Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (ACEESP) de 1986 a 1987, tendo trabalhado na cobertura de nove Copas do Mundo de 1950 a 1982, e de quatro Olimpíadas.
Morreu na Capital, a 02 de março de 1995, aos 71 anos, vítima de câncer.