Mostrando postagens com marcador . Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador . Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Rua Cavalheiro Basílio Jafet

A Rua Cavalheiro Basílio Jafet, na Sé, Zona Central, anteriormente chamada de rua Itobi, foi oficializada pela Lei 3.736, de 03/01/1949, homenageando o industrial libanês nascido na cidade de Shweir, a 21 de setembro de 1866.
Filho de um professor ortodoxo, veio ao Brasil em 1888, estabelecendo-se como comerciante no Rio. Depois, mudou-se para a Capital, onde, em 1893, junto com seus confrades Nami (1860-1923), Benjamin (1864-1940), Mikhail (1869-1908) e João Jafet (1875-1959), fundou a loja 'Nami Jafet & Irmãos', um dos primeiros departamentos comerciais da Rua 25 de Março, no Centro da Cidade. Em 1906, construíram a Companhia Fabril de Tecelagem e Estamparia Ipiranga, indústria têxtil que trouxe grande progresso ao bairro do Ipiranga, onde se situava.
Casado com Adma Mokdessi (1886-1956), idealizadora do Hospital Sírio Libanês, morreu na Capital, a 04 de maio de 1947, aos 81 anos.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Praça Antônio Prado

A Praça Antônio Prado, antes conhecida como Largo do Rosário, onde ficava a antiga Igreja do Rosário, está entre as Ruas São Bento e Líbero Badaró, na Sé, Zona Central, e foi oficializada pelo Ato 799, de 04/01/1905 e faz homenagem a Antônio da Silva Prado, político e cafeicultor, nascido em São Paulo, a 25 de fevereiro de 1840.
Descendente de família tradicional, era filho de Dona Veridiana da Silva Prado (1829-1910) e neto do Barão de Iguape. Estudou no Colégio Pedro II e diplomou-se na Faculdade de Direito de São Paulo em 1861, passando a trabalhar como suplente de juiz de Orfãos da Capital.
Vereador em 1872 e deputado geral em 1885, foi nomeado senador em março de 1887 e depois Conselheiro do Império. Como Ministro de Negócios Estrangeiros e Agricultura, organizou a Sociedade Promotora de Imigração, responsável por trazer um grande número de imigrantes italianos à São Paulo.
Com a queda do Império se afastou da vida pública voltando pouco depois, fundando o hoje extinto Partido Democrático (PD), e sendo nomeado Primeiro Prefeito de São Paulo após o advento da República, entre 1899 a 1911, retirando-se da política após o término do mandato.
Durante seu governo, foi implantada a energia elétrica na cidade, além de terem sido construídas a Pinacoteca do Estado e a Estação da Luz. Iniciou a construção do Teatro Municipal, inaugurado por seu sucessor, o Barão de Duprat. Morreu no Rio, a 23 de abril de 1929, aos 89 anos.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Rua Doutor Miguel Couto

A Rua Doutor Miguel Couto, na Sé, Zona Central, foi aberta em 1787 como via de ligação entre as ruas São Bento e Nova José (hoje Líbero Badaró). Na época, era conhecida como travessa ou beco da Lapa. Passou a ser chamada de Travessa do Grande Hotel após a construção do Grande Hotel no local.
O Grande Hotel foi primeiro edifício de São Paulo projetado especialmente com a finalidade de ser um prédio de apartamentos. Inaugurado em julho de 1878, foi considerado um dos mais luxuosos do país no início do Século XX, sendo demolido em 1964. O segundo Grande Hotel, na rua Boa Vista, foi construído em 1889, e atualmente é a sede da Associação Comercial de São Paulo.
A via manteve a denominação até 1934, quando o Ato 650 oficializou-a com o nome atual em homenagem ao médico carioca Miguel de Oliveira Couto, nascido a 01 de maio de 1865. 
Formado pela Faculdade de Medicina do Rio em 1885, foi um dos mais notáveis clínicos do Brasil. Presidente da Academia Nacional de Medicina, foi ainda membro da Academia Brasileira de Letras e professor da Faculdade do Rio, deixando diversas obras.
Eleito Deputado Constituinte em 1933, morreu no Rio a 06 de junho de 1934, aos 70 anos.

Rua XI de Agosto


A Rua Onze de Agosto, na Praça da Sé, no Centro, presta homenagem a data de criação da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, fundada em 11 de agosto de 1827. A pequena via, de apenas uma quadra ao lado do Tribunal de Justiça, une as Praças da Sé e João Mendes.
Fundada como Academia de Direito, junto com a Academia de Direito de Olinda (PE), por proposta do senador José Feliciano Fernandes Pinheiro, Visconde de São Leopoldo (1774-1847), foi inaugurada em março de 1828 sob a direção do Marechal José Arouche de Toledo Rendon (1756-1834) (que dá nome ao Largo do Arouche). A faculdade foi instalada no antigo convento de São Francisco, do qual incorporou parte da biblioteca. Este convento, fundado em 1643, foi demolido em 1932. Em 1934, a Faculdade foi incorporada a Universidade de São Paulo (USP).

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Rua Álvares Penteado

A Rua Álvares Penteado, na Sé, Zona Central, antes conhecida como Rua do Comércio, foi oficializada pela Lei 977, de 29/01/1907, quando passou a homenagear o conde Antônio Álvares Leite Penteado, nascido em Mogi Mirim, Grande São Paulo, a 03 de fevereiro de 1852. 
Agricultor e industrial, mudou-se para a Capital em 1890, instalando no bairro do Brás, duas fábricas textéis para fiação e confecção de tecidos de juta. Doou para a Escola Prática de Comércio de São Paulo, o terreno e instalações para a construção da primeira unidade de ensino profissionalizante do país: a Escola de Comércio Álvares Penteado, em 1907.
Conde romano, morreu em Paris, França, a 25 de maio de 1912, aos 60 anos.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Viaduto Antônio Nakashima


Com nome oficializado pela Lei 12.767, de 18/12/1998, o Viaduto Antônio Nakashima, na Sé, Zona Central, localizado no Parque Dom Pedro II, e que passa sobre o Rio Tamanduateí e a Avenida do Estado homenageia o fundador da Associação Brasileira de Oficiais de Reserva do Exército (ABORE), nascido em Sertãozinho, Interior do Estado, a 16 de junho de 1930.
Formado no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva de São Paulo (CPOR/SP) em 1952, foi Perito Criminal da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo em 1960 e fundador da ABORE, junto com outros companheiros em 1954, entidade da qual foi Diretor e Primeiro Secretário.
Morreu na Capital, a 05 de outubro de 1997, aos 67 anos, em seu quarto ano como Presidente da Associação.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Rua Dom Antônio de Melo

A Rua Dom Antônio de Melo, no Bom Retiro, Sé, Zona Central, oficializada pelo Ato 972, de 1916, situada entre as ruas São Caetano e João Teodoro, faz homenagem a Dom Antônio Joaquim de Mello, sétimo Bispo de São Paulo, nascido em Itu, Interior do Estado, em 29 de setembro de 1791. 
Filho de um capitão, realizou ensino militar até 1810, quando seguiu vocação religiosa. Estudou na Capital, sob influência do então bispo da Capital Dom Mateus de Abreu Pereira (1742-1824). Ordenado em 1814, foi nomeado Bispo de São Paulo em 06 de junho de 1852, tornando-se o primeiro sacerdote nascido no Brasil, a ocupar a Diocese de São Paulo.
Morreu em Itu, Interior do Estado, a 16 de fevereiro de 1861, aos 69 anos.

domingo, 14 de outubro de 2012

Marco Zero

Localizado na Praça da Sé, em frente a Catedral, o Marco Zero é uma demarcação rodoviária. O projeto é do escultor francês Jean Gabriel Villin (1906-1979), com colaboração do jornalista Américo R Netto (1892?-1974), membro da Associação Paulista de Boas Estradas. 
Apesar da concepção da obra datar de 1921, sua implantação só foi realizada em 1934, doada pelo Touring Club do Brasil, durante o governo do Prefeito Antônio Carlos de Assunção.
O pedestal de granito e a peça juntos, tem quase 1,5 metro de altura. O Marco é um bloco hexagonal de mármore com uma placa superior de bronze, onde estão assinalados os antigos itinerários para, a partir do marco, atingir as grandes estradas paulistas que vão para Santos, Rio, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Paraná. Essas localidades estão representadas nas faces do hexágono. 
O Marco Zero é o ponto central oficial da cidade, é a partir dele que são contadas as quilometragens das estradas e a numeração das casas nas ruas da Capital. Antes do Marco atual, três outros, todos localizados no Largo da Sé, serviam como referência métrica na cidade, e eram usados para dividir sesmarias e demarcar terras.

Rua Barão de Duprat

A rua Barão de Duprat, na Sé, Zona Central, foi oficializada pelo Ato 972, de 1916, e faz homenagem ao ex-prefeito da cidade, Raimundo da Silva Duprat nascido em Recife (PE) a 11 de dezembro de 1863.
Mudou-se para o Rio em 1880, para trabalhar no banco de seu tio, o Visconde de Duprat, depois foi para Santos, fixando residência na Capital, onde fundou a 'Casa Duprat & Cia'. Eleito vereador, sucedeu interinamente o Prefeito Antônio Prado, entre maio e dezembro de 1908, ocupando o cargo de segundo Prefeito da Capital, a partir de janeiro de 1911.
Durante sua gestão, realizou o aterro da Várzea do Carmo (hoje, Parque D.Pedro II), remodelou a Avenida São João e alargou a rua Líbero Badaró, além de ter realizado as construções dos Parques Trianon, do Anhangabaú e da Praça Buenos Aires, o projeto do Viaduto Boa Vista, e serviços de pavimentação, calçamento e limpeza pública da cidade. Deixou o cargo em janeiro de 1915, sendo eleito vereador.
Morreu na Capital, a 17 de maio de 1926, aos 63 anos, quando ocupava o posto de Presidente da Câmara Municipal. Seu nome também batiza um logradouro em Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo

sábado, 13 de outubro de 2012

Prédio do Banespa

Para a construção de um dos cartões-postais da cidade, foi preciso trocar um edifício com a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, comprar mais três e demoli-los todos, para utilizar a área, na rua João Bricola com a rua Boa Vista, no Centro. Projetada em 1939 por Plínio Botelho do Amaral e construída pela empresa Camargo & Mesquita, a obra levou oito anos até ser inaugurada em 27 de junho de 1947. 
Com 161 metros de altura, foi o prédio mais alto do país por cerca de duas décadas. Erguido em concreto armado, com 35 andares e 14 elevadores, alguns andares são muito suntuosos, como o saguão com elementos no piso em granito polido e bronze, e paredes revestidas em mármore. O quinto andar, usado para abrigar a presidência e diretorias, foi todo revestido em madeira jacarandá paulista, executada pelo Liceu de Artes e Ofícios. Em 1960, o edifício sede passou a se chamar Edifício Altino Arantes, em homenagem ao presidente do Banco Banespa entre os anos de 1926 e 1930.

Altino Arantes Marques nasceu em Batatais, Interior do Estado, a 29 de setembro de 1876. Formado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco, iniciou na carreira política como deputado federal em 1906, ocupando o cargo por quatro legislaturas.
Primeiro Presidente brasileiro do hoje extinto Banco do Estado de São Paulo (Banespa), fundado em 1909, e que foi comandado por acionistas franceses até sua gestão, também ocupou o cargo de décimo Governador do Estado de São Paulo entre 1916 e 1920. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e presidente da Academia Paulista de Letras. Combateu ao lado dos paulistas durante a Revolução de 1932, sendo exilado em Portugal após a derrota dos rebeldes, voltando ao Brasil em 1934.
Membro da Constituinte de 1945 e candidato a vice-presidência da República em 1950, morreu na Capital, a 05 de julho de 1965, aos 89 anos.

domingo, 20 de março de 2011

Praça Clóvis Beviláqua

Localizada entre as Ruas do Carmo, Anita Garibaldi, Roberto Simonsen e a Avenida Rangel Pestana, na Sé, Zona Central, a Praça Clóvis Beviláqua foi oficializada pelo Decreto-Lei 387, de 07/01/1947, e antes era conhecida apenas como a Praca em frente ao Palácio da Justiça, ocupando toda a área em frente ao edifício até a década de 70. Seu nome é uma homenagem ao Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife e Promotor Público da Cidade de Alcântara, no Estado do Maranhão.
Nascido em Viçosa do Ceará, a 04 de outubro de 1859, Clóvis Beviláqua foi o responsável pelo projeto do Código Civil Brasileiro atualmente em vigor, redigido em 1901 e aprovado em 1916. Foi ainda consultor jurídico do Ministério das Relações Exteriores e membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Brasileira de Letras (ABL).
Publicou, entre outras obras, 'Filosofia Positiva no Brasil', 'Estudos de Direito e Economia Politica' e fez parte das Associações Cientificas Internacionais. Morreu no Rio, a 26 de julho de 1944, aos 85 anos.