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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Rua Isabel de Castela

A rua Isabel de Castela, em Pinheiros, Zona Oeste, foi oficializada pelo Decreto 4.645, de 25/03/1960, e homenageia uma soberana da Espanha durante a Era Medieval.
Em 711, os mouros (árabes muçulmanos) ocuparam quase toda a região da Ibéria (como a Espanha era conhecida na Antiguidade) fazendo prevalecer sua religião. Porém, nos Séculos X e XI, surgiram pequenos reinos cristãos nas regiões que escaparam da dominação muçulmana, como Navarra, Leão, Castela e Aragão.
Estes reinos lutaram para acabar com a dominação dos mouros, que durou até 1492, quando Fernando de Aragão e Isabel de Castela (que haviam unificado os reinos de Castela e Aragão através do casamento) capturaram Granada, a última cidadela dos mouros. 
Nascida em Madrigal de Las Altas Torres, em 22 de abril de 1451, Isabel casou-se com seu primo Fernando II de Aragão (1452-1516) em 1469, e foi nomeada Rainha de Leão e Castela com a morte de seu irmão, o rei Henrique IV, em 1474.
Fernando e Isabel usaram da Inquisição para obrigar judeus e muçulmanos a se converterem ao catolicismo. O casal também foi responsável pelo financiamento das viagens de Cristóvão Colombo, que descobriu a América em 1492, iniciando o vasto império colonial espanhol no Novo Mundo.
Isabel de Castela, 'A Católica', morreu em Medina Del Campo, na Província de Valladolid, Espanha, a 26 de novembro de 1504, aos 53 anos.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Alameda Gabriel Monteiro da Silva


Cidade de Gabriel Monteiro, SP
O municipalista Gabriel Monteiro da Silva, que durante muitos anos ocupou o cargo de chefe do antigo Departamento das Municipalidades do Estado (depois Secretaria dos Negócios do Interior), foi cortejado ao colocarem seu nome na antiga rua Dona Hipólita, localizada no Jardim Paulista, em Pinheiros, Zona Oeste, tendo a nova nomenclatura sido oficializada pela Lei 3.721, de 16/12/1948. 
Gabriel Monteiro também deu nome à uma cidade no Interior do Estado, que fica a 350 quilômetros a Noroeste da Capital. A única diferença em relação à alameda paulistana é que a cidade não leva o sobrenome Silva. 
Cidade de Olímpia, SP
Em 1909, a família de Pedro Massakishi Kassawara, vinda do Japão, foi morar em Olímpia, no Norte do Estado, onde trabalhou na agricultura, depois deslocando-se para o oeste, onde fundou uma grande plantação de café. Como Pedro estava muito idoso, seu filho mais velho, Antônio Kassawara Katutoki assumiu o lugar do pai. 
Com o crescimento decorrente da chegada de mais famílias, Antônio decidiu destinar dez alqueires de suas terras para loteamento de uma futura cidade. Assim, em 03 de novembro de 1938 nascia a chamada Vila de Nova Olímpia. Em 1948, por sugestão de políticos como o deputado Ulysses Guimarães (1917-92), o então distrito passou a ser chamado de Gabriel Monteiro, sendo elevada à categoria de município em 18 de fevereiro de 1959.

O advogado Gabriel Monteiro da Silva nasceu em Alfenas (MG), a 17 de setembro de 1900, como descendente de uma família de juristas. 
Formado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco em 1923, foi repórter de assuntos jurídicos do antigo jornal Diário Popular e escriturário da Secretaria da Fazenda. 
Nomeado diretor do Departamento das Municipalidades em 1941, foi membro da Comissão de Disciplina e Tesoureiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em 1943, e Ministro da Casa Civil do Governo Dutra, de janeiro até 03 de dezembro de 1946, quando sofreu um acidente de automóvel enquanto viajava pela Rodovia Rio-Petrópolis, morrendo dois dias depois, aos 46 anos.

Praça General San Martín


Antes, uma área circular sem nome que era o início da rua Guadelupe, no Jardim Paulista, Pinheiros, Zona Oeste, foi doada para a Prefeitura em 1925, pela Companhia City, que estava realizando a urbanização da região, para se tornar logradouro público, recebendo o nome de Praça Guadelupe até a Lei 3.929, de 21/08/1950, oficializar o nome de Praça General San Martín, em homenagem ao centenário de morte do militar argentino José Francisco de San Martín, nascido na cidade de Yapeyú, a 25 de fevereiro de 1778.
Filho de um tenente, foi oficial do Exército espanhol contra as Invasões do imperador francês Napoleão Bonaparte na Europa, ocorridas a partir de 1799.
Em 1812, abandonou o exército e se mudou para Buenos Aires, onde se casou e começou a militar na independência do país contra a dominação espanhola.
Declarada a Independência da Argentina em 1816, passou a combater os espanhóis pelo continente sul-americano, colaborando para a Independência do Chile em 1817 e do Peru, em 1821, país do qual foi o primeiro Presidente, entre 1821 e 1822.
Após ajudar na Libertação do Equador em 1822, retirou-se da vida pública, partindo para a Bélgica e depois para a França, onde morreu, na cidade de Boulogne-sur-Mer, a 17 de agosto de 1850, aos 72 anos.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Rua Rodésia

Oficializada pelo Decreto 5.356, de 29/03/1962, a Rua Rodésia, em Pinheiros, Zona Oeste, é uma referência a uma ex-colônia britânica, que se tornou independente em 1980, passando a ser conhecida como Zimbabue. A colônia foi assim batizada em homenagem a Sir Cecil Rhodes, o pai do imperialismo inglês. 
A Rodésia foi o último pais do mundo a se livrar da condição de colônia, época em que era conhecida pelo regime político dominante de segregação racial.

Sir Cecil John Rhodes nasceu no Condado de Hertfordshire, Inglaterra, a 05 de julho de 1853, como filho de um pastor anglicano. Defensor da superioridade racial branca, como empresário, foi o responsável pela colonização da África do Sul, enriquecendo com a mineração de ouro e diamantes quando obteve concessão do Império Britânico para explorar a região. 
Fundador da empresa De Beers, uma das maiores companhias de diamantes do mundo, batizou suas concessões na África do Sul, ao lado do Rio Zambezi, como Zambesia, e depois, em 1895, como Rodésia, que comandou até sua morte, ocorrida na Cidade do Cabo, África do Sul, a 26 de março de 1902, vítima de um ataque cardíaco aos 48 anos.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Praça Eugène Boudin

A Praça Eugène Boudin, em Pinheiros, na Zona Oeste, surgida como a Praça Projetada entre a confluência das avenidas Eusébio Matoso e Nações Unidas e oficializada pelo Decreto 15.305, de 13/09/1978, relembra o pintor francês considerado um dos mestres do impressionismo e professor de Claude Monet (1840-1926). 
Entrada do Porto de Dieppe (quadro sem data)
Famoso por retratar praias européias, Boudin nasceu na municipalidade de  Honfleur, a 12 de julho de 1824, dedicou-se a pintar a natureza na forma de águas, vento e matas e foi um dos precursores da pintura ao ar livre, viajando para a Bélgica, Holanda, França e Itália.
Ganhador da Medalha de Ouro na Exposição Universal de Paris em 1889, morreu em Deauville, França, em 08 de agosto de 1898, aos 74 anos.
Costa de Portrieux, Óleo de Eugène Boudin (1874)

Rua Maestro Elias Lobo

A Rua Maestro Elias Lobo, no Jardim Paulista, Zona Oeste, possuía uma simples denominação numérica no Mapa Oficial da Cidade de 1916, porém já era conhecida como Rua General Pinheiro Machado quando teve seu nome alterado pelo Ato 2.245, de 04/12/1923, e passou a homenagear Elias Álvares Lobo, nascido em Itu, Interior do Estado, a 09 de agosto de 1834. 
Órfão, fez seus primeiros estudos sob tutela do padre Diogo Antônio Feijó, dedicando-se à música. Iniciou carreira escrevendo canções para bailes e bandas militares. Em 1858 compôs "A Noite de São João" considerada a Primeira Ópera Brasileira, com letra de José de Alencar e regida em 1860 pelo maestro Carlos Gomes. Em 1875, convocou um Congresso para discutir os interesses da classe dos músicos do País. 
Professor da Escola Normal de São Paulo em 1890, e autor de diversas obras sacras e instrumentais, morreu na Capital a 15 de dezembro de 1901, aos 67 anos.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Avenida Doutor Enéas Carvalho de Aguiar

A Avenida Doutor Enéas Carvalho de Aguiar, em Pinheiros, Zona Oeste, antes conhecida como avenida Doutor Adhemar Pereira de Barros, que atualmente serve de acesso para o complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, teve seu nome modificado pela Lei 5.613, de 08/06/1959, passando a fazer homenagem ao médico sanitarista, que nasceu em Capivari, Interior do Estado, a 16 de fevereiro de 1902. 
Enéas e Adhemar de Barros (1933)
Formado pela Universidade Federal de Medicina do Rio de Janeiro, foi nomeado inspetor do Sanatório de Cruzeiro, pela Secretaria de Saúde Pública do Estado em 1928, sendo depois transferido para Bauru, onde instalou e dirigiu o Sanatório Aimorés, para tratamento da lepra, em 1933.
Exerceu os cargos de Diretor do Serviço Social de Menores da Capital, Diretor Administrativo do Hospital das Clínicas, Superintendente do Hospital Beneficência Portuguesa e Presidente da Associação Paulista de Hospitais.
Morreu na Capital, a 04 de setembro de 1958, aos 56 anos, vítima de um ataque cardíaco.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Rua Doutor Paschoal Imperatriz

A Rua Doutor Paschoal Imperatriz, no Itaim Bibi, Pinheiros, Zona Oeste, formada pelas antigas ruas Odes Modernas e Brasília, começa na Avenida Morumbi e termina em um beco sem saída após a rua Professor José Leite e Oiticica, Ela teve sua extensão atual oficializada pelo Decreto 43.145, de 29/04/2003, homenageando um ilustre advogado paulista, nascido em Mococa, Interior do Estado, a 24 de abril de 1904.
Bacharelado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco em 1928, Paschoal José Imperatriz foi membro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo, Presidente da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP), entre 1957 e 1958, e do Tribunal de Ética até a década de 70, quando se aposentou.
Morreu em São Paulo, a 06 de dezembro de 1982, aos 78 anos.

domingo, 14 de outubro de 2012

Praça Pedro Calmon

Oficializada pelo Decreto 23.913, de 26/05/1987, a Praça Pedro Calmon, em Pinheiros, Zona Oeste, homenageia o professor, historiador e acadêmico baiano considerado um dos mais importantes intelectuais brasileiros.
Nascido em Amargosa (BA) em 23 de dezembro de 1902, Pedro Calmon Muniz de Bittencourt foi reitor da antiga Universidade do Brasil (hoje, Universidade Federal do Rio de Janeiro), de 1948 a 1950, e de 1951 a 1966, além de deputado estadual e federal por seu estado natal. 
Como historiador, escreveu ‘O Rei Cavaleiro’ contando a vida de Dom Pedro I e ‘História Diplomática do Brasil’. Como reitor, impediu por duas vezes a entrada da polícia no campus da Universidade durante o regime militar. Em uma das ocasiões, em meio a uma crise estudantil, postou-se a frente de um policial dizendo: "Aqui só entra com vestibular!".
Ocupante da Cadeira 16 da Academia Brasileira de Letras, morreu no Rio, a 17 de junho de 1985, aos 83 anos.

sábado, 13 de outubro de 2012

Praça Pero Vaz de Caminha

A Praça Pero Vaz de Caminha, no Alto de Pinheiros, Zona Oeste, homenageia o cronista da Esquadra de Pedro Álvares Cabral, o primeiro homem a escrever um relato sobre o Brasil. Autor da famosa descrição da terra, onde destacava “em que se plantando, tudo dá”, Caminha nasceu possivelmente em Porto, Portugal, no ano de 1450, e ocupou cargos de grande importância e confiança no governo. 
Em março de 1500, foi nomeado escrivão para um entreposto comercial que seria construido em Calicute, na Índia, e foi integrado a tripulação da esquadra de Cabral. 
Em 22 de abril daquele ano, a esquadra avistou a nova terra, e Caminha preparou um relatório sobre a descoberta. A carta, em que relatava ao rei de Portugal, D. Manuel, foi escrita a 01 de maio de 1500, tinha 27 folhas de texto e permaneceu perdida por mais de dois séculos até ser descoberta nos arquivos da Torre do Tombo, em Portugal, em 1773. 
Deixando a nova terra, Caminha partiu com a esquadra de Cabral em direção as Indias, onde chegou em setembro e assumiu seu posto na construção da feitoria de Calicute. Teria morrido durante um massacre ocorrido em 15 de dezembro de 1500, quando os mouros invadiram o entreposto e assassinaram todos os portugueses do local.

Estádio Cícero Pompeu de Toledo

A construção do Estádio Cicero Pompeu de Toledo (conhecido popularmente como Estádio do Morumbi), foi marcada por grandes desafios e exigiu muito empreendedorismo dos dirigentes do São Paulo Futebol Clube na década de 50. Mesmo estando o clube endividado, a meta era de construir um estádio maior do que o do Canindé, que era o Estádio do time na época. Venderam o Estádio do Canindé para a Portuguesa de Desportos por 12 milhões de cruzeiros porém o dinheiro não foi suficiente para a nova obra. Com a arrecadação de fundos, realizada por alguns anos, o Estádio do Morumbi foi inaugurado em 02 de outubro de 1960, com projeto do arquiteto Villanova Artigas, para abrigar 150 mil pessoas.

Cícero Pompeu de Toledo nasceu em São Paulo, a 07 de janeiro de 1910, como o mais velho de nove irmãos de uma familia originária de Piracicaba, interior do Estado. Adepto ao futebol, foi membro do São Paulo FC desde 1939. Secretário da Diretoria entre 1944 e 1946, foi eleito Presidente do Time em 1947, Durante sua gestão, iniciou o projeto de construção do estádio. Afastou-se em 1957, por problemas de saúde.
Morreu na Capital, em 08 de setembro de 1959, aos 49 anos, vítima de um tumor cerebral. Entre seus irmãos, Brício Pompeu de Toledo (1919-2012) foi Presidente do Palmeiras entre 1978 e 1982 e Diderot Pompeu de Toledo (1912-2009) foi um dos primeiros médicos licenciados pelo CRM/SP (Conselho Regional de Medicina), em 1957.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Rua Cláudio Manoel da Costa

A rua Cláudio Manoel da Costa fica no Jardim Europa, em Pinheiros, Zona Sul. Ela não tem saída e começa na rua Grécia. Seu nome é uma homenagem ao jurista e poeta mineiro nascido em 05 de junho de 1729, e que estudou no Rio de Janeiro.
Fundador do Arcadismo na literatura brasileira, foi um dos líderes da Inconfidência Mineira, movimento que pretendia libertar o Brasil do dominio português.
Em 1754, formou-se em Direito na Universidade de Coimbra, em Portugal. Voltou a Minas Gerais, onde começou a exercer a profissão, ocupando o cargo de juiz em Vila Rica até 1773.
O escritor era sonetista e poeta lírico. Os motivos bucólicos e neoclássicos, e o idealismo platônico são características de sua poesia, reunida no livro "Obras Poéticas" de 1768.
Após a descoberta do plano dos Inconfidentes e a dissolução do movimento, Cláudio Manoel da Costa foi encontrado enforcado na cela onde estava preso em Vila Rica, a 04 de julho de 1789, aos 60 anos, em circunstâncias até hoje não esclarecidas.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Praça Adolpho Bloch


A Praça Adolpho Bloch fica entre as ruas Colômbia, México e Peru, no Jardim Paulista, Pinheiros, Zona Oeste. Oficializada através do Decreto 35.805, de 16/01/1996, seu nome homenageia o empresário nascido na Ucrânia em 08 de outubro de 1908. 
Em 1917, aos 9 anos, Adolpho assistiu a guerra civil após a queda do czar, e a condição dos judeus fez com que sua família se mudasse para o Brasil em 1922. Com os poucos recursos que trouxe da Rússia, seu pai Josef Bloch abriu uma pequena gráfica, onde Adolpho ajudava quando não estava estudando.
Com a morte do pai, lançou em 1952, a Revista Manchete, que se tornou uma das maiores do País, depois que Bloch inaugurou a primeira sucursal em Brasília.
Em 1983, criou a Rede Manchete de Televisão, com equipamentos sofisticados e programação que incluía novelas e noticiários. Após uma crise, a emissora foi vendida em 1992. Pouco depois, Adolpho alegou que o comprador não cumpriu alguns termos do contrato, e a emissora voltou a seu comando por meio de uma medida judicial em 1993. Continuou na presidência da Rede Manchete até sua morte, vítima de edema pulmonar na capital, a 19 de novembro de 1995, aos 87 anos. Seus filhos assumiram a emissora, que foi vendida em 1999 após uma intensa crise, tornando-se a RedeTV!

Praça Yitzhak Rabin

Oficializada pelo Decreto 35.655, de 1995, e delimitada pela Rua Carlos Milan e por uma viela sem nome, a Praça Yitzhak Rabin, em Pinheiros, Zona Oeste, homenageia o Primeiro Ministro israelense assassinado em 1995.
Yitzhak Rabin nasceu em Jerusalém em 01 de março de 1922. De 1947 a 1949, empenhou-se na criação do Estado de Israel, que deu inicio a uma das mais importantes disputas territoriais do mundo, motivo de complexas e polêmicas negociações de paz com os palestinos e os estados árabes vizinhos. 
Em 1964, Rabin foi nomeado chefe do Estado Maior do Exército Israelense, que foi conduzido por ele a vitória em 1967, no episódio conhecido como a 'Guerra dos Seis Dias'. Foi eleito para o Parlamento Israelense pelo Partido Trabalhista em 1974, substituindo Golda Meir no cargo de Primeiro Ministro, em junho do mesmo ano, permanecendo até 1977.
Reeleito Premiê em 1992, já em meio a um processo de acordo de paz entre Israel e os palestinos. Em 1994, ganhou o Prêmio Nobel da Paz, ao lado do chanceler Shimon Peres, pela assinatura de um Acordo de Paz entre Jordânia, Israel e a Organização Para a Libertação da Palestina (OLP).
Em 04 de novembro de 1995, Yitzhak Rabin promoveu em Tel Aviv, uma grande manifestação pela paz. Na saída do comício, foi assassinado a tiros por um extremista judeu.

domingo, 13 de março de 2011

Rua Luis Murat

Oficializada pelo Decreto 3.765 de 1954, a rua Luis Murat é uma homenagem  ao poeta e politico brasileiro que participou das campanhas pela abolição da escravatura e pela Proclamação da República em 1889. Localizada em Pinheiros da Zona Oeste, ela tem inicio na Rua Lisboa e termina na Horácio Lane.
Natural do Rio de Janeiro, Luis Morton Barreto Murat nasceu em Itaguaí (RJ) a 04 de maio de 1861. Jornalista, dirigia o jornal 'Combate', quando houve a Revolta da Armada entre 1893 e 1894 - a rebelião de algumas unidades da marinha contra o então presidente Floriano Peixoto. Até 1891, Floriano Peixoto era vice presidente de Deodoro da Fonseca, mas naquele ano, após nove meses de governo, Deodoro renunciou e Floriano assumiu o cargo ignorando a Constituição, que determinava a realização de novas eleições, caso a presidência ou a vice-presidência ficassem vagas antes de decorridos dois anos de mandato.
O jornal de Luis Murat publicou um artigo do ex-Ministro da Marinha, o almirante Custódio de Melo, candidato a sucessão de Floriano e foi censurado com a suspensão temporária de circulação. Floriano conseguiu derrotar a Revolta da Armada em março de 1894.
Luis Murat atuou na politica, sendo eleito deputado federal por duas vezes: em 1890, quando participou da elaboração da Constituinte de 1891, e em 1909. Também publicou livros como 'Quatro Poemas' e 'Poesias'. Membro fundador da Academia Brasileira de Letras, morreu no Rio de Janeiro, a 03 de julho de 1929.