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sábado, 29 de junho de 2013

Estação Domingos de Morais

A Estação Domingos de Moraes, também se referida como 'Estação Domingos de Morais', localizada na Rua João Tibiriçá, na Lapa, Zona Oeste, faz parte da Linha 8 - Diamante da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que liga a Estação Júlio Prestes, no Centro, ao municipio de Itapevi, Grande São Paulo.
Inaugurada como um ramal da Estrada de Ferro Sorocabana em 1920, com o nome de 'Posto Telegráfico Km. 9.221', serviu inicialmente, em parte, para conectar o Interior do Estado ao bairro da Lapa, onde no ano anterior, havia sido instalado o Frigorífico Armour, que foi um dos maiores produtores de derivados de carne do País, na primeira metade do Século XX. A linha foi utilizada para transporte e escoamento da produção da indústria pelas duas décadas seguintes.
Em 1921, teve o nome modificado para 'Posto Telegráfico Domingos de Moraes', em homenagem ao político e engenheiro paulista, morto alguns anos antes. O antigo prédio foi demolido em 1926, e o posto foi reconstruído e elevado à condição de Estação Ferroviária em 1931, passando a ser administrada pela extinta Companhia Ferrovia Paulista SA (FEPASA). A atual estação foi construída em janeiro de 1979, e inaugurada durante as comemorações do 425º aniversário da cidade.

Domingos Correia de Moraes, nasceu em Tietê, Interior do Estado, a 12 de maio de 1851, como descendente de família tradicional. 
Formado em engenharia civil pela Universidade de Cornell (EUA) em 1877, de volta ao País, trabalhou como engenheiro ferroviário. Foi Presidente da Companhia de Bondes de São Paulo, vereador, deputado estadual, senador pelo extinto Partido Republicano Paulista (PRP) e vice-presidente da Província de São Paulo, ocupando o cargo de Presidente Interino de São Paulo, entre fevereiro e julho de 1902, quando o titular, Francisco de Paula Rodrigues Alves, renunciou para assumir a Presidência da República. 
Casado com a filha de Vicente de Souza Queirós, o Barão de Limeira (1813-1872), após o término do mandato, retirou-se da vida pública. Morreu na Capital, a 15 de dezembro de 1917, aos 60 anos.

sábado, 23 de março de 2013

Rua Berlioz


A rua Berlioz, na Lapa, Zona Oeste, foi oficializada pelo Decreto 2.728, de 03/11/1954. Antes conhecida como Rua 21, faz homenagem ao compositor francês Hector Berlioz, nascido em La Côte Saint André, região de Isère, a 11 de dezembro de 1803. 
Representante do estilo romântico, foi regente e um dos mais influentes músicos de orquestra de sua época, inspirando Wagner, Mahler, Strauss e Liszt. Autor de cerca de cinquenta obras, entre elas a 'Symphonie Fantastique', composta em 1830 e uma das mais representativas do Romantismo Francês, excursionou intensamente por toda a Europa como regente até 1863, quando começou a ter problemas de saúde. 
Voltando de uma apresentação na Rússia, em 1868, sofreu um derrame cerebral, que o manteve incapacitado até o fim da vida. Morreu em Paris, França, a 08 de março de 1869, aos 66 anos.

Rua Pio XI

A rua Pio XI, na Lapa, anteriormente chamada de Rua Cole Latino, foi oficializada pela Lei 3.689, de 12/05/1948 e homenageia Ambrosio Damiano Achille Ratti, religioso italiano nascido na cidade de Desio, Milão, a 31 de maio de 1857, filho do proprietário de uma fábrica de seda, e que foi o 259º Papa da Igreja Católica e Chefe de Estado do Vaticano entre 1922 e 1939. 
Ordenado sacerdote em 1879, foi bacharel em Filosofia, Direito Canônico e Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma e professor-diretor da Biblioteca do Vaticano em 1911. Foi representante papal na Polônia em 1919, sendo expulso do país pelo Exército Comunista em 1921, quando foi nomeado arcebispo de Milão e cardeal.
Com a morte  do Papa Bento XV, vítima de pneumonia em 1922, aos 67 anos, foi eleito seu sucessor, realizando notável ação humanitária, no período que seguiu a Primeira Guerra Mundial e a crise mundial da década de 30. Durante seu Pontificado, o Vaticano se tornou um estado independente da Itália, através da assinatura do Tratado de Latrão, em 1929. Opositor ao Comunismo e ao Fascismo, condenou as Teorias Racistas de toda natureza, assim como o anti-semitismo. 
Canonizou diversos santos importantes para a Igreja Católica e oficializou por decreto, o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a Santa Padroeira do Brasil, em 1930. 
Considerado um dos maiores Papas do Século XX, morreu na sede do Vaticano, a 10 de fevereiro de 1939, vítima de uma série de ataques cardíacos, aos 81 anos.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Rua Mergenthaler

A Rua Mergenthaler, na Vila Leopoldina, Lapa, Zona Oeste, que antes era conhecida como rua Kleberg, foi oficializada pelo Decreto 2.728, de 03/11/1954, e faz homenagem ao alemão Ottmar Mergenthaler, o inventor do linótipo
Nascido a 11 de maio de 1856, em Hachtel, cidade de Bad Mergentheim, era filho de um professor e exerceu a função de relojoeiro antes de se mudar para Baltimore, no estado de Maryland, nos Estados Unidos em 1872.
Em 1876, enquanto consertava uma impressora de jornais do Tribunal de Nova York, onde as letras de chumbo eram alinhadas uma a uma para a formação das páginas, teve a idéia de criar uma impressora onde as letras eram ativadas por teclas, em um aparelho que ficou conhecido como linotipo, e que foi o responsável pela evolução da impressão gráfica mundial. 
Naturalizado norte-americano em 1878, Mergenthaler construiu uma indústria para a comercialização de sua invenção e se tornou conhecido como o 'Gutemberg moderno'. Morreu precocemente em Baltimore, a 28 de outubro de 1899, aos 45 anos, vítima de uma tuberculose pulmonar.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Rua Doutor Cintra Gordinho

Oficializada pelo Decreto 2.728, de 03/11/1954, a Rua Doutor Cintra Gordinho, na Lapa, Zona Oeste, homenageia o empresário Antônio Cintra Gordinho, nascido em Limeira, Interior do Estado, em 1893. Seu pai, o Coronel Antônio Gordinho Filho, foi o criador da Companhia Elétrica Bragantina, a primeira distribuidora de eletricidade de Bragança Paulista, em 1903.
Formado pela Faculdade de Direito de São Paulo; em 1915, junto com Herman Braune, fundou a empresa Gordinho, Braune e Cia de distribuição de papel, que após adquirir uma indústria de processamento própria, em 1927, localizada em Jundiaí, tornou-se a Primeira empresa a fabricar papel de celulose de eucalipto no País. Foi presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), de 1933 a 1934, e Secretário da Fazenda do Estado, em 1946.
Em 1957, criou, junto com a esposa Antonieta Chaves (1900-97), a Fundação 'Antônio-Antonieta Cintra Gordinho', uma instituição privada beneficente com a função de instruir e preparar crianças carentes. Morreu na Capital, a 17 de dezembro de 1966, aos 73 anos. 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Rua Bartolomeu Belli

Oficializada pela Lei 3.579, de 07/04/1937, a Rua Bartolomeu Belli, na Lapa, Zona Oeste, é uma homenagem ao estudioso italiano nascido em 1851. 
Desde cedo, dedicou-se aos estudos econômicos e sociais e, em 1881, concluiu uma análise a respeito de um tipo de malária chamada 'Pelagra' que lhe rendeu uma premiação em Turim, na Itália. Mudou-se para o Brasil em 1888 e, em 1909, publicou sua mais famosa obra ‘A Terra do Café’.
Presidente-fundador da primeira Câmara de Comércio italiana de São Paulo, e membro de uma das primeiras missões econômicas enviadas à Europa, morreu na Capital em 1911, aos 60 anos.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Praça João Salgado Sobrinho

Situada entre as ruas Marcelina e Barbara Heliodora, a Praça João Salgado Sobrinho, na Vila Romana, Lapa, Zona Oeste, é um pequeno logradouro que homenageia o político nascido em Matão, Interior do Estado, a 04 de novembro de 1903. 
Formado em Direito, foi eleito Deputado Estadual pelo Partido Republicano Trabalhista (PRT) de 1951 a 1959, e foi membro da Comissão de Constituição, Justiça e Finanças da Assembléia Legislativa de São Paulo atuando principalmente em favor aos funcionários públicos. Nomeado Vice-diretor da antiga Escola de Polícia em janeiro de 1959, permaneceu no cargo até agosto do mesmo ano, quando se aposentou.
Suplente de Deputado Estadual pelo antigo Partido Social Trabalhista (PST) em 1963, candidatou-se a Senador pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em 1966, porém não conseguiu se eleger. Morreu em São Paulo, a 25 de janeiro de 1986, aos 82 anos.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Praça Marechal Carlos Machado Bittencourt

A Praça Marechal Carlos Machado Bittencourt, na Barra Funda, Lapa, Zona Oeste, antes conhecida como praça Manuel Alves Costa, foi oficializada pelo Decreto 17.246, de 26/03/1981, e faz homenagem ao militar que foi Ministro da Guerra no governo Prudente de Moraes
Nascido em Porto Alegre (RS) a 12 de abril de 1840, ingressou no Exército em 1857, participando da Guerra do Paraguai em 1866, quando foi elevado a Capitão. Governador Interino do Rio Grande do Sul em 1890, recebeu a patente de Marechal em 1895, sendo nomeado Ministro da Guerra em maio de 1897. Partiu para a Bahia em agosto do mesmo ano, para comandar pessoalmente o abastecimento das tropas durante a Guerra de Canudos
Com a derrota dos revoltosos, voltou para o Rio, então Capital da República, para uma cerimônia de comemoração à queda dos rebeldes, onde foi morto a punhaladas pelo soldado Marcelino Bispo de Melo, ao detê-lo em sua tentativa de assassinar o então Presidente Prudente de Moraes, a 05 de novembro de 1897, aos 57 anos. Conhecido como 'O Marechal de Ouro', foi nomeado 'Patrono do Serviço de Intendência do Exército', pelo Decreto 2.112, de 05/04/1940.

sábado, 27 de outubro de 2012

Rua Alarico Franco Caiubi

A Rua Alarico Franco Caiubi, no Jaguaré, Lapa, Zona Oeste, antes conhecida como rua 17, foi oficializada pela Lei 4.277, de 27/08/1952, tendo um trecho complementar adicionado através do Decreto 5.374, de 13/04/1962, e faz homenagem a um político nascido em Espírito Santo do Pinhal, Interior do Estado, a 05 de fevereiro de 1896.
Formado em Direito pela Faculdade de São Paulo em 1911, foi vereador pelo Partido Republicano Paulista (PRP), entre 1926 e 1929. Após a morte de quatro estudantes, fuzilados pelas forças do governo de Getúlio Vargas, fundou com outros companheiros, o MMDC (Martins, Miragaia, Drausio e Camargo, os quatro estudantes mortos), levante que resultou na Revolução Constitucionalista de 1932, onde também serviu como major.
Secretário de Justiça do Governo do Estado entre 1937 a 1938, foi eleito deputado federal em 1945, morrendo na Capital, a 03 de dezembro de 1949, aos 53 anos, durante o exercício do mandato.

Praça Alfredo Weiszflog

A Praça Alfredo Weiszflog, na Lapa, Zona Oeste, oficializada pela Lei 3.957, de 17/11/1950, faz homenagem a um industrial, nascido em Hamburgo, Alemanha, a 29 de novembro de 1872. 
Formado em Ciências Econômicas, Alfried Theodor Weiszflog veio para o Brasil em 1896, para trabalhar com os irmãos Otto e Walter, no ramo de encadernação, papelaria e publicação. Juntos fundaram empresa própria, a 'Weiszflog Irmãos' em 1915, que comprou a 'Companhia Melhoramentos' de produção de papel em 1920, dando origem a Editora Melhoramentos
Alfried foi um dos primeiros diretores da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) em 1928. Os Weiszflog foram magnatas da indústria nacional de derivados de papel, sendo os primeiros fabricantes de papel higiênico e celulose no País.
Morreu em São Paulo, a 05 de setembro de 1942, aos 70 anos.

domingo, 14 de outubro de 2012

Espinário

É desconhecida a autoria da bela estátua Espinário que representa a figura de um adolescente retirando um espinho do pé, feita em bronze, com 70 centimetros de altura. 
Elaborada pelo Liceu de Artes e Oficios de São Paulo em 1941, foi colocada no Parque Infantil de Vila Romana, que ficava na Rua Alfredo Weisflog, na Lapa, Zona Oeste. Em 1984, o parque foi transformado na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Noêmia Ippolito, e com essa mudança, a obra deixou de ser pública pois o local onde se encontrava a estátua é hoje, o pátio interno do colégio permitindo apenas aos alunos apreciar o monumento original. 

O Espinário é uma réplica proveniente de Roma do Século I, que por sua vez é também uma réplica do primeiro Espinário, composto durante o período Helênistico, no Século II a.C. tratando-se então, de uma obra de arte de origem grega, de um período onde eram retratados diversos tipos de escultura com reprodução de diferentes fases da vida como nascimento, adolescência, maturidade e velhice.

sábado, 13 de outubro de 2012

Avenida Diógenes Ribeiro de Lima

A Avenida Diógenes Ribeiro de Lima, interliga os bairros de Alto de Pinheiros e Lapa, na Zona Oeste, antes chamada de Estrada da Boiada, foi oficializada pelo decreto 4.660, de 29/04/1955 e homenageia um político paulista, nascido na Capital, a 12 de abril de 1896. 
Formado pela Faculdade de Direito de São Paulo, Diógenes Ribeiro de Lima foi eleito vereador na Câmara Municipal de São Paulo pelo Partido Republicano Progressista (PRP), de 1926 a 1929, atuando principalmente em fatos relacionados aos problemas da classe trabalhadora, construção de abrigos e instalações sanitárias e fiscalização de feiras livres. Foi ainda o autor de dois projetos de lei que ficaram conhecidos como “Lei Diógenes de Lima” que instituiam o descanso aos domingos aos trabalhadores de imprensa e a proibição de fabricação de pão aos domingos. 
Em 1934, foi eleito deputado estadual e integrou a Comissão de Legislação e Justiça, colaborando na elaboração da Constituição de São Paulo. Reeleito em 1947 e 1951, morreu em 01 de outubro de 1954, na Capital, durante o exercício do terceiro mandato.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Monumento a Mons. Luís Gonzaga de Moura

Do reconhecimento e gratidão da comunidade da Paróquia de São João Maria Vianey nasceu o Busto do Monsenhor Luis Gonzaga de Moura, na praça Cornélia, entre as ruas Cláudio e Clélia, na Lapa, Zona Oeste.
Com a morte do Monsenhor, em 27 de abril de 1989, os paroquianos quiseram ho- menageá-lo de alguma forma especial. Os próprios fiéis custearam a obra que foi feita por Rafael Rotondaro, morador da região. O artista plástico se baseou em fotos do monsenhor para fazer seu busto em concreto.


Luís Gonzaga de Moura nasceu em 26 de julho de 1906. Entre 1937 até 1988 ele se dedicou a paróquia, cuidando de três gerações de fiéis, o que lhe valeu o título de honra de monsenhor.
Na inauguração da obra em 1989, na praça em frente a igreja, o descerramento da placa de identificação foi feito por um membro da família Rivetti, que representou as mais antigas do bairro. Na ocasião, o pároco da igreja era Vito Domenico Cursi.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Rua Carlos Weber

A Rua Carlos Weber começa na Rua Guaipá, e termina na Teerã, Vila Leopoldina, Lapa, Zona Oeste. Ela foi oficializada em 03/11/1954, e homenageia o compositor alemão nascido na cidade de Eutin, a 19 de novembro de 1786.
O barão Karl Friedrich Ernst Von Weber se dedicou primeiro a litografia e pintura, depois passando para a música, sendo o fundador da ópera romântica na Alemanha.
Foi aluno de grandes mestres da época, como Valesi e Haydn, e dirigiu as Orquestras de Breslau, Praga e Dresden.
Sua notabilidade artística lhe valeu o cargo de intendente de música do príncipe Eugênio de Wulttemberg, e depois, de secretário particular e professor dos filhos do príncipe Louis Wulttemberg.
Convidado para ir a Londres em 1826, para encenar uma obra escrita por ele, morreu durante a preparação do trabalho, em 05 de junho daquele mesmo ano, vítima de uma tuberculose.

domingo, 20 de março de 2011

Praça Ministro Olavo Bilac Pinto

A praça Ministro Olavo Bilac Pinto, no Alto da Lapa, Zona Oeste foi oficializada pelo Decreto 23.912 de 25/06/1987. Delimitada pela Avenida Mercedes e a Rua Saldanha da Gama, e vizinha a Praça Oswaldo Zanini, a área homenageia um jurista e ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que participou da Revolução de 30
Olavo Bilac Pinto nasceu em 08 de fevereiro de 1908 em Santa Rita do Sapucaí, (MG). Formou-se em Direito pela Faculdade de Minas Gerais em 1929, quando tornou-se Deputado Federal pela Aliança Liberal, participando da Revolução de 1930, no ano seguinte.
Em 1934, foi Deputado Constituinte, e três anos depois teve o mandato cassado pelo Golpe de Estado. Em 1950 se elegeu Deputado Federal e lider da União Democrática Nacional (UDN), da qual também foi presidente.
Embaixador do Brasil na França, foi nomeado posteriormente Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), onde se aposentou em 1978. Considerado um dos homens mais cultos de sua época, morreu em Brasília, a 18 de abril de 1985, aos 77 anos.